quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Conflito

Os olhos amargurados do ódio visceral,
Esquecidos em ondas de terror na correnteza serena da compaixão.
Me enche de vontades e desejos, percursores das dúvidas já eternizadas
Sou largado no viés humano de hesitação e ponderação.

E aquelas velhas batidas fortes,
Aquelas terríveis borboletas amaldiçoadas que consumia minha energia vital.
O frio cortante que percorre o corpo como mil faca afiadas que roçam em calúnias mortais.
Feridas se abrem, cicatrizes em nítida ressuscitação.

De novo e de novo,
O corpo começa a esquecer a razão.
De novo e de novo,
O cérebro trai e deixa aquele vil animal se tornar eu, completamente.

Mas a alma convoca uma audiência,
Proclama a salvação e
Pelas minhas veias, o sangue corre do coração
Não o alimenta, deixa-o frio e necrose

Poupe-me da dor,
Puro fim,
O olhar tornar-se indiferente
E do vislumbre a uma mancha no mundo que se resume em egoísmo e decepção.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Finish Him?

Spanish eyes

Darkness fades away and the first rays hit the floor
Sleep's been out of question, this road goes on and on
It's been month now since the last time I heard you close the door
It was right there in that sound
That said you and me no more

Getting straight down to the point with nothing left to say
I coulda done things differently
But my world got in the way

refrain:
All I just wanted was to make it somehow right
Forever in these arms and hold on so tight
So now you're gone and I've given up the fight
But I still swear that I'd die for you
And your spanish eyes
Baby your spanish eyes mean the world to me

Wheels just keep on rolling
It's getting better all the time
Thank God I keep on moving
Always another city sign
Strangers buzz around me
Feels like sometimes I've lost the ball
Soldiers of show business march alone after all

But it gives me time now to forget
What I thought was killing me
My world is somewhere too far gone
For your spanish eyes to see

refrain

I'll try to live my life
And try to stay alive
This is how I say goodbye
To your spanish eyes

I had to say goodbye
For I believe was right
This is how I say goodbye

refrain

Olhos Espanhóis

Noite desaparece e os primeiros raios caem ao chão
Dormir está fora de questão, estrada vai em frente
Já faz meses desde a última vez que ouvi você fechar a porta
Foi ali, naquele som
Que disse 'você e eu, nunca mais'

Indo direto ao assunto até o ponto onde não há mais nada a dizer
Eu poderia ter feito as coisas diferente
Mas meu mundo ficou no caminho

Refrão:
Tudo que queria era só consertar, de alguma forma
Sempre nesses braços e segurar tão apertado
Então agora você se foi e eu desisti da luta
Mas eu posso jurar que eu morreria por você
E seus olhos espanhóis
Querida, seus olhos espanhóis são o mundo pra mim

Rodas apenas continuam a rodar
Está ficando melhor o tempo todo
Graças a Deus eu mantive o movimento
Sempre o sinal de outra cidade
Estranhos fazem barulho à minha volta
Parece que às vezes eu perdi o controle
Soldados do show business marcham sozinhos, no fim

Mas isso me dá tempo agora para esquecer
O que eu pensei que estava me matando
Meu mundo está em algum lugar muito longe
Para seus olhos espanhóis verem

Refrão

Vou tentar viver a minha vida
E tentar permanecer vivo
Isto é como eu digo adeus
Para seus olhos espanhóis

Eu tive que dizer adeus
Porque eu acredito que estava certo
Assim é como eu digo adeus

Refrão

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Confia...

E aí, me conta
o acontecido,
me conta,
o que não deveria acontecer
e nos palidecer,
que tanto nos afligi
e que sangra no peito,
que vai mudando nosso mundo,
nosso universo...

Me conta, me confia...
Pois eu quero saber
E desse mau não perecer mais
confia...
e o resto é paz...
Pra ti.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Noite

Não adianta,
A lua ilumina o Mar,
Puro reflexo solar,
Que tristeza.

Total,
beleza noturna.
ulula aos ventos
uivas aos ouvidos meus

Não aguento mais,
Cadê, cadê
Você!!!
Você?

Animado,
sigo em mais dias a dias.
Mais halloween,
no ralo eu, no ralo eu.

Se arrependimento matasse,
sua alegria.
e se gostar fosse assim, puro,
eu não estava nesse muro.

Noite não tão ruim, boa.
Firme sigo meu caminho
Seguro de lembranças
no vago memorial.

Pronto para mais mudanças
teus sorrisos, risos, voz e olhar
me levam pelo sonhar.
Pela noite a vagar.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Bicho do mato e o bicho do lado

O sintomas são os mesmos,
o cair do dia
o amanhecer da noite...
sã e salvo
Sou louco curado sem alvo,
flecha sem motivo para ir e chegar.

E vejo esses reflexos da luta,
meus reflexos na água
que são diversos
rostos incrédulos
ora convexos, ora côncavos
mas eu quero é que
só saúdam a vida,
pois o mar não vive só de  fúria.

Um bicho do mato,
perdido sozinho num campo livre.
O bicho do lado,
um guerreiro, um soldado, um ser a ser amado.
Apenas um de cada ou cada apenas um?

Os sintomas são os mesmos,
uma dica do dia, um dia uma dica
O mundo é de água, a água é o mundo
O mundo mora na água e a usa de nágua...
Nosso mundo um mar profundo.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Para refletir...

"Eu li num livro 
Estava escrito nas entrelinhas 
Que um erro pode ser consertado 
E que uma pessoa não deve ser julgada apenas pelo seu passado 

Eu li num livro 
Que a esperança é a ultima que morre 
Que o covarde é o primeiro que corre 
E que um sonho as vezes é só um sonho 

Estava escrito em cada linha 
Que as vezes a culpa não é sua nem minha 
Que uma pessoa pode até viver sozinha 
Mas sempre vai precisar de alguém em seu coração 

Eu li num livro 
As palavras que eu gostaria de ter escrito 
Porque o que é belo nem sempre é bonito 
E um sussurro dito aos ouvidos 
poderá soar como um grito" 


André Luis Aquino

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Tá na hora de voltar à ativa ou não?

Saudades de posta coisa aqui, voltarei dentre em breve.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Amanhã

Soturno,
gatuno
caminha pelos cantos 

Chega pelas beiradas
relembra,
de tu e nada mais.

Fica "Stand By"
Olha para o céu,
descansa
esvazia a mente.

Fecha os olhos,
pensa nos sonhos.
Não olha para trás.
Descanse


Lá vem o futuro, 
siga em frente
não relembre.

A escuridão,
chega
Os sonhos.
lembre dos sonhos.

Sem medo.
Fica "Stand by"

Olhe para o céu,
vejas as aves.
as nuvens
Olhe para o céu

Escute um rock.
Viva outros 'loves'
Distrai.

Assas de morcego
Desespero
Escuridão,
releio.

Olhe,
A muito onde teus olhos 
Não atentos, não retem

Imortal,
ninguém é
Sonhe,
sonhos são recline, distância.

Balance a cabeça, afirmativamente.
Suave, fique suave.
E sonhe a noite, o dia é para os atentos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Agora

A mente dissipa, tudo aquilo que me limita
todo o espaço e tempo se reúnem para
cálculos de ideias e mais mora de moral.

Árduo e fatal,
mortal e dolor.
Vivo dores, vivo angústia
paro e reflito,
logo me reanimo.

Sigo novos lugares, procuro alguns mares
até em bares, amigos-amigos
somem.
Amores-amores,
cadê os renomes?


Chama eles, chama eu.
Todos se reúnem em breu.
Penso nas aves, penso nas fases
Liberdade e dificuldades.

Paro perto do fogo,
no meu peito arde outro.
Canto música, canto contos
canto cantos pelos cantos do mundo.

digo loucuras, lamúrias.
passo essa fase, mudo de ares.
Não me limito as lembranças
como você não se limita as minha ânsias.

Ouço o quê o mundo diz,
leio o que no mundo vi,
vil loucura
vil ternura


Muitos nas mãos de uns,
uns nada libertos
vil final
derradeiro será
sofrego será

Quem procura acha,
nessa vida
tempo passa, fazendo ou não
vil vida, vil é as decisões

que venha, que não venha
tu sabe onde mora.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Nada Indecente

Muita destruição urbana para todos os lados,
Neblina incessante.

Os olhares que aqui vislumbraram um dia,
despreza.
Insensibilidade.

Não é questão de morte,
não é questão de sorte.

Há lugares para fugir,
bandos nefastos a seguir.

Não importa,
palavras favoritas de agora.

Não me importa,
sabor amargo de derrota.

Cantos melodiosos,
aos cantos não vago.
Nos cantos não paro

Siga vida, vida me segue
Não sou sua vida,
Sou a minha vida

Sangue nas veias,
vis labaredas 
vis derradeiras canções.

Se um dia, foi meu sonho
Ontem foi pesadelo.
Hoje é desejo
Amanhã, do amanhã nada sei

Mesmo amiga, não me quer
Menos ainda, me perdoar
Perco atenção
Diante de luar tão apavorante

Neblina escarlate, 
Jamais vingança

Jamais distância.

domingo, 13 de maio de 2012

Aquele que ainda te vê

A chama dissipante,
Ondulante, inquietante estado de viver.

Ululante estava, calmo fica
O sabor que dissipa.

Morte estado de ser,
vivo com os olhos incrédulos na ente que mente.

Vivo em mente, aquilo que não pode ser,
há de ter.

Passo seguinte, reviver.
Há lábios em meus lábios

Há cânticos em minha glória,
há sabor na vitória.

Desapego é desespero,
lembro-me de ti para não ter mazelo.


Os caminhos se fecham
No limiar da escuridão


Chego ao fim desse retorno,
sem nenhum estorvo...

Volto a meu povo,
E Siga-me o fraco, que forte será.

domingo, 25 de março de 2012

No apagar das luzes, no consciente apenas a vontade e aquele calor, aquela respiração ofegante, aquele olhar penetrante... querendo. Se aproximam, os sussurros de respiração nos ouvidos, a euforia aumenta no contato dos lábios, as mãos deles como veludo doce a toca, a abraça. As mãos deslizam com suavidade enquanto os lábios ganham mais e mais vida, ela sente a força emergindo, ele sente o amor se esvaindo e se transformando em carinho... Sem tirar os lábios, eles desce lentamente ao pescoço, os dedos procuravam os bicos... ele acariciou circularmente, os apertou com suavidade e os chamou a luz, para o beijo, para contado com a língua e para o delírio dela e aos arrepios itinerantes... enquanto a camisola saia, o ar começou a ter um sabor delicioso, os aromas se misturavam com a mesma voracidade dos corpos, as mãos mimicas se tornaram minuciosas... encontrando as partes mais delicadas, puxando o gostoso das sensações aos poros, puxando a mente as nuvens... as pontas dos lábios dele passa perto umbigo e desce, as mãos fortes apertam as coxas, ela morde os lábios e suspira. As mãos dela segura os cabelos dele, enquanto geme suplicas de amor e paixão.