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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

""Se""

“Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...
Eu levo a sério, mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá que não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não.”
[Djavan – Se]

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Só Você

Eu só preciso de uma pessoa que me venha como um divisor de águas e exclua tudo o que sinto e não quero.
Que exclua tudo o que penso e não entendo
Eu só preciso nascer de novo
Eu só preciso de você.
Eu só preciso que você me entenda sem saber
Me aceite sem eu ser
Me ame sem eu merecer
Onde nem eu me amo
Onde nem meu próprio ser sendo, quer ser.
Apenas questões que eu não poso entender nem resolver
Só você.
Só você para me curar
Só você para afastar meus medos transversais
Só você para dizer que ainda vivo num mundo realista
Só você sendo você irá me bastar
Pois pra ti irei me reinventar.
E quando as águas se dividirem
Eu ficarei do lado que você está.

Camila M. dos Reis Santos 02/09/09

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

*“foi até bom mas ao final deu tudo errado. E agora carrego em mim uma dor triste, um coração cicatrizado"

*"a paixão quer sangue e corações arruinados".,

*"se a paixão fosse realmente um bálsamo, o mundo não pareceria tão equivocado"

*"Tenho ainda coração. Não aprendi a me render. Que caia o inimigo, então. – tudo passa, tudo passará"


Vai ver que foi até bom mesmo tudo ter dado errado em outra ocasião
Talvez não teria te conhecido numa situação tão inusitada
Talvez a ruina do meu coração foi eu mema que causei que toda aquela insegurança que deconheço de minha pessoa
Mas agora eu sei, não vou me render
Vou lutar,afinal
Ainda tenho um coração e tudo passará.(Camila Reis 31/08/09)

(*)[trechos de "Vento no Litoral" e "Metal contra nuvens" (Legião Urbana – Renato Russo) e "Longe do meu lado" (Legião Urbana – Renato Russo – Álbum "A tempestade"]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Todas as lágrimas se secaram,
Todas as feridas se cicatrizaram
Mas todas as marcas estão aqui.
Elas são como uma estrada da tijolos transparentes
Que e leva ao final do bosque escuro
E onde sei que estará me esperando
Para afastar os meus medos
Para dissolver meus pesadelos
Para compreender as coisas que nem mesmo eu entendo.
As ondas fazem parte do mar
Elas se chocam violentamente contra as paredes do meu coração
Quebrando todos os portos que havia nele
Restando apenas solidão.
Um mar vazio, um bosque escuro e um olhar assustado que nega tudo.
Em uma noite escura visito a praia
Procurando encontrar o prisma de minha alma
Procurando achar qualquer noticia deste ser estranho que se alojou dentro de mim.
As ondas levaram tudo o que podia me restar
Levaram-me tudo.
Até o que eu não tinha para entregar.

Camila Reis

sábado, 11 de julho de 2009

"Amor, Poesia, Sabedoria".

"Trazemos em nós uma tal necessidade de amor que, por vezes,
um encontro no momento certo – ou talvez no momento errado –
desencadeia o processo de fulminação e de fascinação.
Nesse momento, projetamos sobre outrem essa necessidade
de amor, a fixamos, a endurecemos, e ignoramos o outro
que se tornou a nossa imagem, o nosso totem. O ignoramos
crendo adorá-lo. Aí está, efetivamente, uma das tragédias
do amor: a incompreensão de si mesmo e do outro"

Edgar Morin

domingo, 28 de junho de 2009

Ninguém é de ninguém

Com os sentimentos quebrados e sons que gritam dentro de minh’alma
Eu olho e penso em mil coisas e vejo o quão estou só.
Eu não iria te deixar nem que fosse na morte
Eu não deixaria de te escutar uma vez sequer
Eu aprendi uma lição importante e me redescobri.
Hoje eu não iria me arrepender se você fosse embora
Quem sabe chorar, sofrer e padecer sozinha.
Talvez até sábado passado eu imploraria para que ficasse
Mas hoje não,
Pois quem ama liberta.
Com certas lagrimas nos olhos,
Como são teimosas e insistem em cair,
Eu olho os porta-retratos marcando a nossa curta historia
Foi sem duvida uma fase positiva, com certas turbulências, mas tudo o que é tão diferente acaba se chocando uma hora.
Hoje eu me redescobri
Passei a acreditar em mim
Vi com os olhos mais puros que ninguém é de ninguém
Por mais que quiséssemos possuir
Isso só nos tornaria mais infelizes.
Eu já sequei as lagrimas que meu coração derramou
Mas que nos olhos não saíram e muito menos sons emitiram,
Hoje estou até alegre.
Libertei o meu coração e ele esta preste a levantar vôo
E nada, lagrimas exaltadas e qualquer outra barreira o impedira de voar.
Agora o que há dentro de mim é um enorme silêncio.

sábado, 13 de junho de 2009

No fundo de um bar

A ver meus castelos se desmoronar,
Passei dois ou três anos nos fundos de um bar.
As mesmas bebidas cuja as garrafas estavam empoeiradas e o cheiro de mofo tomava o lugar
Sim, eu estava lá.
Embriagada em minha lucidez, apenas sentido o álcool entrar em minhas narinas sem ao menos minha língua sorver.
Os mesmos discos, os mesmos risos, os mesmos rostos repedidos e eu morta psicologicamente apenas com 16 anos
E desta vez eu não tinha olhos insanos,
Eu já nem tinha olhos.
O mel que ele tinha havia se secado por completo
E mesmo com as enchentes que o alagam quando lembro...
Eles permanecem secos
Nem quando a bebida me toca e eu me ponho a bailar eles se comovem de forma sincera e sua cor nada faz para expressar.
Eu com apenas 16 anos sem nada a pensar
Somente a acompanhar o meu quarto adolescente cheio de vida fugaz com o fun do de um bar.
O meu sono é onde me refugio sem pensar, como se ele fosse a bebida a me abraçar
Os discos, os risos e os rostos repetidos tentam me despertar.
E eu anestesiada com minha própria existência e solidão continuo assim
Apenas uma adolescente morta no fundo de um bar.