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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dizendo que te amo †

Eu não sei,eu sempre achei que a minha vida ia ser emocionante...
Mas hoje eu vejo,que a minha única emoção foi ter você,
nem que por apenas alguns minutos...
A se você soubesse,
a se eu soubesse,
que no futuro eu estaria aqui,
escrevendo-te isso,
com tanta dor em meu peito...
E eu estou aqui,
sozinha,
apenas com a compania do meu lápis e de um pedaço de papel...
Você pode não saber,
você pode duvidar,
e não acreditar,
mas eu te amo...
E você não sabe o quanto dói te falar isso,
porque isso é uma despedia...
Eu te digo adeus,e nós nuca mais nos veremos...
Eu te digo adeus, viro as costas pra você...
E você?!
Você fica ali,ali quieto...
Não acreditando,
e nem querendo acreditar,
Desacreditando que eu te amo...
Duvidando que eu vá embora e te deixe aqui...
Imaginando que quando menos esperasse
eu me viraria pra você e correria pra seus braços...
Mas isso não aconteceu, não acontece e
nem vai acontecer,
porque eu já fui...
Porque eu nunca existi de verdade como um sentimento verdadeiro dentro de você...
E isso me magoa...
Mas, eu ainda te amo...
Aqui, nesse canto escuro, sombrio,
Com apenas a companhia do meu lápis e de um pedaço de papel...


Aos mortais que leem este blog, estou de volta, depois de tempos sem postar!
Beijos gélidos, espero que gostem

Lady Death †

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Embriaguei-vos!

"É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso; eis o único problema. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos abate e voz faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis.

E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder:

- É a hora da embriaguez! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor."

Charles Baudelaire

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Alma Vazia †


Eu queria poder entender essa alma vazia,
que guarda todos os meus medos,
que possui todas as minhas lágrimas...
A escuridão em volta é minha amiga,
ao menos ela me entende,
só ela sente minha dor,
só ela sente esta alma perdida...
Estou caindo em desespero,
e tento me esconder,
eu quero me libertar...
Mas algo me controla,
todas as coisas aqui me possuem...
Eu choro lágrimas de sangue,
estou caindo em desespero...


Esta alma,
vazia,
que me prende em meio a ferros ponteágudos,
me fere em todos os pensamentos...
Pesadelos invadem meus sonhos,
este lugar me possui...
Eu quero me libertar desse espírito maldito,
mas minha alma está vazia...
Há mesmo alguém lá fora para acreditar?
Alguém que possa me salvar?
Estou caindo em desespero...
Já não tenho mais sonhos...

Beijos gélidos,
Lady Death

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Corvo e a Noite...

Cai à noite com a tua treva por vezes vem à morte. Que sai para ir capturar a alma sem muita sorte que não mais deve permanecer. Pois daqui a alma ira partir. E nunca mais irão vê-la.
A noite ultimamente vem sombria. Friamente se aconchega e cega os olhos de tão escura. Congela a mente, esfria o sangue. E é nela que o pássaro negro está a vagar. Deixando um pouco a sua solidão, o seu lar.
Mais uma vez ele se pôs a voar. Veio para o manto noturno rasgar. Pois a noite o pertence.
Noite, sem mais vim lhe pedir:
Não deixe ninguém me ferir. Mantenha-me longe da dor. Então faça o corvo vir me visitar. E por favor, me perdoe, pois sei que uma vez o fiz chorar. Deixe-o vir pousar, em minha janela descansar.E se ele quiser minha alma poderá levar.
Estes olhos mortos, estas penas negras, se misturam a sua escuridão.Deixe-me apreciá-lo, pois nada poderão ver.Também quero tocá-lo, sentir esse ser por inteiro.Por isso transforme este corvo no imortal que ele é.Na forma humana, na beleza angelical, num corpo aquecido, numa alma sem igual.
Noite, és a única no momento a me ver, a me guardar. Conceda meu pedido, o que pede este raro ser, que é o único que com você consegue falar.
O primeiro raio de sol veio a se mostrar. E por mim o corvo passou, em minha janela pousou, e disse que amanhã virá me visitar, em minha janela descansar. Mas minha alma não irá levar, pois ficará para me amar... Velando meu sono até um novo dia chegar.

Bjos gélidos,
Lady Death

sábado, 13 de junho de 2009

Mistério que se chama Lady Death †

Saudações aos mortais que leem este blog... Espero que gostem do texto e comentem mto..
Beijos gélidos, Lady Death†

"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes…
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente.

Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre..."

Clarice Lispector